La reine de la mode

Fujiwarano janeiro 30th, 2010

Eu estava pensando em qual tema usar para recomeçar a por posts neste blog[1] , acabou que acabei relembrando de Maria Antonieta, uma das minhas personalidades favoritas, mas que muitos professores de história adoram criticar. Ela talvez tenha sido uma das rainhas mais frívolas que se tenha notícia, mas não espero falar de supostos “que comam brioches” ditos[2] , mas um pouco da pessoa por trás dos vestidos de sonhos, jóias e poufs.

vi tudo, soube de tudo, esqueci de tudo[3]

Maria Antonieta 

Quando comecei a ler Caroline Weber (mas com os livros e estudos da universidade pedindo urgência tive que colocá-la abaixo de todos os outros materiais) vi que para ela você pode entender a ação de se vestir como um ritual (quem sabe até como um protocolo), ou ago que lhe dá total visibilidade e até poder. A austríaca Maria Antonieta quando ingressou na corte francesa era uma estranha no ninho: era lindamente encantadora, um ótimo exemplo de como a França imaginava ser sua rainha, no entato ainda era estrangeira, e qualquer falha sua era um bom motivo para começar as chacotas dentre os corredores do palácio de Versailles. Ainda para Weber a vida toda de Antonieta foi um ritual ligado ao vestuário: antes de ser apresentada ao rei da França ela sofreu uma total transformação, mudando até parte de sua aparência e abandonando totalmente suas roupas austríacas no momento de atravessar a fronteira francesa. Seu vestuário de rainha era totalmente impecável e seu guarda-roupa ocupava todo um cômodo (isto sim deveria ser um sonho, embora eu também prefira um cômodo cheio de Heineken), mas, com a inflamação da Revolução Francesa teve que abandonar seus sapatos caros, rendas finamente tecidas e jóias para utilizar um vestido mais simples e símbolos dos confederados.

Talvez Weber tenha razão, vestir-se realmente é uma arte, e uma forma de expressão, para esta pesquisadora a Antonieta, para fugir dos seus dramas na corte (principalmente das chacotas pela a ausência de filhos “que a bela austríaca” era incapaz de gerar) investiu nos mais extravagante modelos procurando voltar a atenção do séquito para a sua aparência e deu certo, a cada baile da realeza os comentários buscavam saber qual o mais novo modelo da rainha e logo que era visto no outro dia todas as damas esperavam está utilizando a mesma coisa ou algo semelhante. Esta fama, toda via, para os revolucionários era só mais um dos exemplos da futilidade e falta de compreensão da nobreza, e Maria Antonieta acabou sendo uma das suas maiores vitimas. A garota austríaca, outrora cheia de luz e beleza, no momento de alcançar seu cadafalso não passava de uma mulher precocemente envelhecida, viúva e sozinha.

Ela morreu em 1789 com 34 anos, das suas roupas pouco sobrou, praticamente tudo foi destruído numa busca desesperada do povo francês por vingança contra a sua pomposa rainha. A Condessa de Boigne expressou muito bem qual foi a ligação entre a rainha Maria Antonieta e o ódio da população francesa:

Ser a mulher mais na moda de todas parecia a coisa mais desejável que se poderia imaginar; e esta franqueza, indigna de uma grande soberana, foi a única causa de todos os defeitos exagerados que o povo tão cruelmente lhe atribuiu.

 

Maria Antonieta 

Hoje sabemos que muitas das coisas das quais Maria Antonieta foi acusada durante o seu julgamento era mentira, mas de uma coisa não podemos retirar a acusação, que é o seu imenso amor pela a moda, mas há um problema: deste delito ela não é a única criminosa.

 

[1]Depois do último incidente relatado na edição anterior
[2]Hoje já se sabe que a frase “Se não têm pão que comam brioches” nunca foi dita, só é mais uma das lendas criadas para difamar Maria Antonieta.
[3]aria Antonieta sobre a violência de Outubro de 1789

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